o prazer da gula

É impossível estar na fila do supermercado e não dar uma olhada no carrinho alheio. Imediatamente nós fazemos uma análise do estilo de vida do outro a partir do que está em seu carrinho. Se consome muito leite, congelados, produtos industrializados, produtos diet e light… Enfim, é algo que todo mundo faz porque a máxima “a gente é o que come” é verdadeira.

Outro dia estava vendo o filme Um Método Perigoso, que mostra a relação entre Carl Jung e Freud, e nas cenas em que ele aparecia, havia sempre um prato de comida. Fiquei curioso e quis saber o que Freud gostava de comer, sabia apenas (embora ninguém comprove) que seu doce favorito era o Sachertorte, ou torta Sacher, um bolo de chocolate com geléia de damascos servido com chantilly e ícone da cozinha austríaca.

Segundo a biografia Freud – Uma Vida Para Nosso Tempo, de Peter Gay, o Pai da Psicanálise não tinha muitos prazeres. Fora a ópera, que era uma diversão rara, ele gostava muito de charutos e também de comer. Não era guloso nem muito exigente, tinha pouca tolerância em relação ao vinho, mas comia em silêncio absoluto. O almoço (mittagessen) era a refeição principal e era  servido pontualmente às 13 horas, constituído de três pratos (sopa, carne, vegetais) e a sobremesa. Durante a primavera, havia mais um prato à base de aspargos. Freud gostava de alcachofras italianas, carne cozida e carne assada com cebolas, detestava couve-flor e frango.

Quem diria que ele não gostava de frango. Seria algum tipo de inveja?😉

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